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sábado, 22 de abril de 2017

Brasil deixa de aplicar duas doses da vacina contra a febre amarela

Link para matéria completa: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/04/brasil-deixa-de-aplicar-duas-doses-da-vacina-contra-febre-amarela.html

Trecho: Na corrida aos postos de saúde pra se imunizar contra a febre amarela, ainda tem gente confusa. Afinal, uma dose da vacina basta?
Desde 2013, a OMS recomenda a aplicação de uma única dose da vacina. O Brasil, por ser o maior produtor mundial da vacina contra a febre amarela, continuava a dar duas doses: a de reforço dez anos depois da primeira dose. Agora, a orientação do ministério da Saúde mudou: os brasileiros só vão precisar tomar a vacina uma vez.
Celso Ramos, professor da Universidade Federal do Rio e infectologista diz que o Brasil demorou para seguir a orientação da Organização Mundial de Saúde. “É uma decisão correta, mas tardia no momento que está sendo colocada, ela é um desserviço, porque cria a impressão de que essa decisão está sendo tomada porque não tem vacina para todo mundo”, comenta.
O ministro da Saúde disse que a opção pela dose única não tem nada a ver com o aumento da procura pela vacina. “Tecnicamente, não há relação, mas isso nos permitirá, como quem já se vacinou não voltará a se vacinar, nos permitirá atender mais rapidamente aqueles que nunca se vacinaram”, declara Ricardo Barros, Ministro da Saúde.

domingo, 9 de abril de 2017

O que há com os alunos?

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Tenho 34 anos de frente de sala de aula. Então acho que entendo alguma coisa do traçado. Pelo menos já vi e ouvi muita coisa.
Mas de uns anos para cá algo me preocupa. Um certo comportamento estranho por parte dos alunos. Uma impaciência. Uma perguntação sobre coisas que ou vão ser faladas no momento seguinte ou que não têm absolutamente nada a ver com o ensino formal.

Exemplo do caso 1: Você está lá explicando mitose. O aluno pergunta se na meiose (assunto seguinte) é do mesmo jeito.

Exemplo do caso 2: Você está lá explicando o ciclo da Doença de Chagas. O aluno pergunta se ornitorrinco também pode pegar Doença de Chagas.

E então? O que há por trás disso?
Certas turmas têm me tirado do sério assim. Cheguei até mesmo a pensar que há alguma competição oculta na internet ou no snapchat sobre "quem mais tira o professor do sério com perguntas sem noção". Por enquanto essa explicação está entre as mais prováveis.
Mas pode ser outra também: "quero testar meu professor, quero ver se ele sabe quantas células existem no revestimento do estômago do boi almiscarado"! Sim, é bastante provável que seja isso também. Mas eu tenho 34 anos de frente de sala de aula. Não sabia que a fase de testes ainda estava em curso, já era para ter acabado uns 30 anos atrás.
Será que os alunos acham que aprendemos "A INTERNET" inteira na faculdade? Que saímos de lá tendo obrigação de saber da profundidade exata que atinge a raiz do ipê roxo quando o solo tem 32% de areia?
Ou será pura ansiedade de uma geração que quer tudo ao mesmo tempo e não quer nada? Que tem no google sua referência de conhecimento... ou de sabedoria?
Será a falta da ou a identificação com a figura materna ou paterna?
Sei não... tô ficando preocupado!!!
Claro que o aluno pode perguntar sim. Pode e deve. Mas esperamos perguntas relevantes, dúvidas, pedidos de esclarecimento. Estes são sempre bem-vindos.
Tenho ótimas turmas que são notáveis exceções ao problema acima exposto. A aula flui tranquila e todo mundo fica satisfeito ao final, só falta bater no avental. Não vou listá-las porque eles sabem que estou falando deles, como também não vou citar as que emperram a aula... eles também sabem que estou falando deles.
Magistério é complicado, é terreno pantanoso, escorregadio... chegar ao final e ver o sucesso dos alunos é o prêmio maior. Ser reconhecido por um ex-aluno na rua (mesmo que a memória teime em não trazer o nome dele à boca) é muito bom.
Mas puxa vida, precisa ter muita paciência!
Boa sorte aos novatos!!!

Ramon Lamar de Oliveira Junior

sábado, 1 de abril de 2017

Cidadão cai em buraco e desaparece por horas

Do nosso correspondente em Sete Lagoas, MG.

   Um fato insólito, inusitado e surpreendente ocorreu neste sábado, dia primeiro de Abril, em Sete Lagoas, município do Estado de Minas Gerais. 
    L.M.D.M, conhecido frentista e morador da cidade, saiu para trabalhar e não chegou em seu local de trabalho, o posto de gasolina "Cartel de Medellin". O patrão, preocupado com a ausência do funcionário sempre tão pontual, ligou para o celular do mesmo e deu "fora de área"; ligou para a casa do seu empregado e foi informado que o mesmo já havia saído, a pé, em direção ao local de trabalho, distância normalmente percorrida em 10 minutos e 12 segundos.

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Filhotes do buraco onde L.M.D.M caiu já se espalham pelas ruas do município que teme uma epidemia.
   Preocupados, familiares e amigos começaram a procurar L.M.D.M e o encontraram no fundo de um buraco da Rua Arara Azul. O resgate foi complicado, uma vez que o cidadão estava a uma profundidade de 437 metros. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, depois de quase cinco horas, o frentista conseguiu retornar à superfície, felizmente sem nenhum arranhão.
   Conseguimos entrevistá-lo com exclusividade e o mesmo disse que estava tranquilo lá embaixo pois o ambiente era espaçoso e havia um restaurante japonês com um sushi com cream cheese muito bom. Quanto ao fato de não ter sofrido machucados o mesmo esclareceu que estava com seu paraquedas e acionou-o durante a queda, pousando suavemente no fundo do referido buraco.
   L.M.D.M não é o primeiro a sofrer esse tipo de acidente. No mês passado, um bitrem que transportava milho de pipoca foi engolido por um pequeno orifício da Avenida Perimetral, na mesma cidade e ainda não foi retirado. O milho de pipoca não foi saqueado devido à profundidade do local. O motorista, segundo informações, ainda encontra-se no fundo do orifício mas já reclamou que não aguenta mais comer pipoca e pede ao menos que mandem mais temperos para conseguir sobreviver até chegar o resgate da empresa.
     Tanto o Corpo de Bombeiros quanto o Grupo de Pesquisas Espeleológicas emitiram um alerta para que as pessoas tenham mais cuidado ao andar pelas ruas. Segundo as entidades os buracos estão em época de reprodução e piracema e já ameaçam, em caso de chuvas, transformar as sete lagoas em uma lagoa só.