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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Fauna de Vertebrados da Serra de Santa Helena

Amigos,
estamos participando de um trabalho de levantamento da fauna da região da Serra de Santa Helena e que potencialmente possam estar presentes na Área de Proteção Ambiental Ribeirão do Paiol. Estamos organizando algumas idas ao local, mas para facilitar nosso trabalho em um tempo que será relativamente curto, fizemos um levantamento das espécies que têm sido citadas para a região. Esse levantamento envolveu listas de espécies preparadas em estudos de criação da APA Serra de Santa Helena, levantamentos feitos em EIA/RIMA de empreendimentos propostos para a região, registros fotográficos de várias origens e entrevistas com moradores e visitantes da área.
Certamente, muitas outras espécies podem ser acrescentadas e é com isso que contamos com vocês. A ictiofauna (peixes) deve ser bem maior do que a relatada, caso saibam ou tenham registro de outra ocorrência, por favor informem nos comentários. Acreditamos também que existam cágados na área e esse grupo de répteis também não foi citado.
Ficamos no aguardo de quem possa nos auxiliar.
Abraços!







segunda-feira, 18 de julho de 2016

Entorno da Lagoa do Mucury: cálculos foram feitos?

Realmente não entendi o motivo da retirada da calçada em redor da Lagoa do Mucury. O pessoal não vai respeitar "retirada de trajeto". Isso não existe! Novos trajetos podem ser traçados numa praça, mas retirada de trajeto já usado faz anos não dá certo. Sábado o pessoal estava andando tranquilamente em cima do gramado que foi colocado na orla da lagoa e não há como criticá-los. A "rua" central estava lotada e aquele caminho é mais do que natural. 


E ainda há um agravante: quando chover, a "rua" central ficou sem o escoamento de área para a parte baixa (da lagoa do Mucury), assim teremos mais uma lagoa... na rua. 
No trecho central, existem seis bueiros com manilhas de 30 cm de diâmetro para uma área impermeável de 3000 metros quadrados (incluindo as áreas laterais a montante)... mas lançam a água em uma coletora que não sei o diâmetro, o que pode restringir ainda mais a drenagem (por exemplo, se a coletora tiver 50 cm de diâmetro o efeito dos seis bueiros cai para 50%. Provavelmente veremos tal fato na virada do ano (quase sempre chove) ou no Carnaval (outra época rotineira de chuvas)... aí vai ser um amassa-barro só! 
Uma chuva de uma hora de duração, com 10 mm de precipitação total (chuva boa... nem muito fraca, nem tempestade) geraria um volume de 30.000 litros de água para ser drenado em uma hora. Se os seis bueiros tiverem a eficiência máxima, tal vazão deveria ser de pouco mais de 80 litros por minuto por bueiro. Mas se a coletora reduzir a eficiência (mesmo com diâmetro de 50 cm), sua vazão seria de 500 litros por minuto ou 8 litros por segundo. Bom, até aí parece estar tudo bem. Em fevereiro último, Belo Horizonte recebeu uma chuva de 40 mm em uma hora. Então, multiplique a necessidade de vazão calculada anteriormente por 4. Vamos ver como fica, né?
Sinceridade, acho que está faltando na prefeitura o contraditório. Alguém para sistematicamente dizer NÃO e estimular que se pensem outras alternativas. Isso é feito em algumas empresas e não é tão difícil assim. Mas tal "contraditor" precisa ter argumentos que devem ser ouvidos antes de serem rejeitados ou não.
Ah, e não venham com "isso é de agora", porque não é. Sete Lagoas sempre cometeu deslizes iguais ou piores que esses. Não tem essa história de "no tempo do prefeito tal era assim... ou era assado"... sempre houve erros similares. Alguns com mais impacto, outros com menos...
Quanto ao argumento de aumentar a permeabilidade, sim, temos que aumentar áreas permeáveis, mas desse jeito é bobagem (ou poderiam ter usado uma pavimentação permeável como bloquetes, por exemplo). Há vários locais da cidade que poderiam virar área de recarga com remoção do asfalto, inclusive diversas "rotatórias" desenhadas com trator!
Ah... para finalizar... vamos plantar árvores nas praças, pelo amor de Deus. Estou vendo praças e mais praças sendo inauguradas sem nem uma palmeira licuri.

Fotos e Texto: Ramon L. O. Junior

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Entrevista com o Cláudio Busu, atual Secretário de Saúde de Sete Lagoas.

Cláudio Busu é advogado, Especialista em Direito Público, já atuou como Secretário Municipal de Meio Ambiente em Sete Lagoas, Procurador do Município de Esmeraldas, Secretário Municipal de Saúde e Procurador Geral do Município de Ribeirão das Neves e atualmente é o Secretário Municipal de Saúde e Gestor do SUS de Sete Lagoas. Busu nos concedeu a rápida entrevista abaixo e nos enviou a relação das unidades de saúde de Sete Lagoas, sob responsabilidade de Prefeitura Municipal.
Blog: Busu, seu estilo de trabalho nos órgãos públicos é diferente, pois não se recusa a usar as redes sociais.  Para isso, é claro, é importante conhecer essas mídias e estar pronto para levar pedradas. Você acha que todos os gestores deveriam estar assim mais próximos dos cidadãos?

Cláudio Busu: Sim. Gosto da total transparência, mesmo que a resposta seja negativa, prefiro praticar essa interação. O homem público que não aceita críticas deve mudar de área.

Blog: Convicções religiosas à parte, e sei que você as tem, você enxerga os cargos públicos como uma missão a ser cumprida para além do horário de expediente?

Busu: Mais que uma questão religiosa, a gestão pública pra mim é uma vocação e não existe espaço para dúvida ou desânimo, faço tudo com amor.

Blog: Você se decepciona com as ações de alguns "amigos" e se surpreende positivamente com a ação de alguns "inimigos"?

Busu: Como já tenho mais de oito anos de Administração Pública, tive como uma das primeiras lições não criar expectativas, sendo elas positivas ou negativas.

Blog: Liberdade para falar é uma das cláusulas do seu contrato de trabalho como Secretário de Saúde?

Busu: Não diria que seria liberdade, mas sim transparência.

Blog: Como andam os repasses federais e estaduais para Sete Lagoas na área de saúde?

Busu: Irregulares e alguns atrasos, temos mais de oito milhões de reais de programas estruturadores atrasados.

Blog: E o Hospital Regional, podemos ter esperança para até daqui uns 3 anos ou a coisa ainda demora mais?

Busu: Sim. Eu acredito e estou trabalhando para viabilizar esse sonho.

Blog: A vinda do Curso de Medicina para Sete Lagoas acabou virando uma batalha jurídica. Em que pé está esse processo?

Busu: O Ministério da Educação está aguardando definição judicial, estamos esperando ansiosamente.

Blog: Agora uma pergunta técnica. Quais tipos de unidades de saúde temos em Sete Lagoas? 

Busu: São 8 Centros de Saúde, 46 Estratégia de Saúde da Família (EFS), 8 Farmácias, 1 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), 3 Clínicas Odontológicas, 20 consultórios odontológicos (dentro das ESF’S), 1 Fisioterapia, 1 Laboratório de Coleta de Exames, 1 Saúde Auditiva, 3 CAPS (01 infantil, 01 adulto e 01 Álcool e Drogas), 01 Centro de Especialidades Médicas (CEM), 01 Centro Viva Vida (CVV), Vigilância Sanitária, Central Marcação, CEREST, Controle da Dengue, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Rede de Frio, 3 Unidades de Urgência e Emergência (Hospital Municipal Monsenhor Flávio D’Amato, UPA III Dr. Juvenal Paiva e Pronto Atendimento Belo Vale). 

Blog: Busu, gostaríamos de agradecer a atenção em prontamente nos responder. Que mensagem gostaria de deixar para todos os que te acompanham e torcem pelo seu sucesso?

Busu: Eu tenho ciência das dificuldades que a saúde está passando e todos os entraves que encontrei, porém, dentro da minha limitação, vou tentar fazer a diferença. Dedicação e transparência são meus maiores compromissos.

Observação: O Secretário enviou-nos uma lista de todas as unidades de saúde de Sete Lagoas sob responsabilidade da Prefeitura Municipal que podem ser acessada clicando AQUI.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Aproveite: Degustação de Livro de Química

Meus amigos Emiliano Chemello e Luís Fernando Pereira são co-autores do Livro Química da Editora Moderna. Eles me avisaram que está disponível, online, uma degustação dos livros para quem ainda não conhece a obra, em três volumes. A coleção é muito boa e segue as atuais tendências do ensino de química. O Emiliano é responsável pelo Grupo Professores(as) de Química, no Facebook. Luís Fernando frequentemente dá as caras no programa Bem Estar da Rede Globo onde explica alguns conceitos de química, principalmente relacionados com a saúde das pessoas. Luís Fernando também produz as aulas de química no Youtube do canal Química em Minutos... vale muito a pena conferir:
https://www.youtube.com/channel/UCDRffNMCIc_lgdqNirFCoGQ.

Seguem os links:
Volume 1, capítulo 2 - http://www.calameo.com/read/0028993272bde1d1b110c
Volume 2, capítulo 3 - http://www.calameo.com/read/002899327985f2e80cf5d
Volume 3, capítulo 2 - http://www.calameo.com/read/002899327b6551c6c37d6

Os livros físicos, tenho a coleção e segue a foto deles, aqui na minha mesa!   


Seguem também os contatos para quem estiver interessado em conhecer a coleção: Email: livro.quimica.moderna@gmail.com, ou diretamente com um dos seguintes canais de atendimento da Editora Moderna: 0800 17 2002 ou moderna@moderna.com.br. 

domingo, 10 de julho de 2016

ESTUDO PRELIMINAR DE PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NA LAGOA DO VAPABUÇU E NA LAGOA DAS PIRANHAS.

PERÍMETRO COMPARATIVO DAS LAGOAS

Lagoa da Boa Vista: 1300m
Lagoa do Vapabuçu: 1400m
Lagoa das Piranhas: 2200m

Projeta-se, nitidamente, um elevado custo para a urbanização das Lagoas do Vapabuçu e Piranhas nos mesmos moldes que foi feito na Boa Vista. Devemos ainda levar em consideração o estado do leito das duas lagoas que demandaria supressão extrema de vegetação palustre e destinação do sedimento.


PROPOSTA PARA A LAGOA DO VAPABUÇU

- Determinação da área da lagoa e respectiva APP.
- Arruamento da orla da lagoa com pavimentação com bloquetes.
- Demarcação de áreas no interior e margem da lagoa que serão preservadas ecologicamente como locais cercados para alimentação e reprodução da avifauna e ictiofauna.
- Aprofundamento do leito e remoção de sedimento em partes da Lagoa. Uso dos sedimentos para construção de ilhas ou ampliação de penínsulas.
- Construção dos taludes
   - Em parte com o enrocamento de rochas compactadas.
   - Em parte com estacas de madeira.
   - Em parte com a manutenção de margens naturais.
- Construção de comporta.
- Verificação da necessidade de aporte de água para manutenção do espelho d’água.



PROPOSTA PARA A LAGOA DAS PIRANHAS

- Determinação da área da lagoa e respectiva APP.
- Retirada de todas as fontes de lançamento de esgoto sanitário.
- Demarcação do perímetro da Lagoa e sua APP por meio de cercamento.
- Desassoreamento de parte do leito da lagoa que esteja impactado pela ação antrópica.
- Criação de um Parque Municipal na forma de uma ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) justificada pela preservação da flora e fauna local, dos processos naturais de sucessão ecológica e possibilidade de pesquisas científicas na área.
- Construção de instalações para observação dos processos naturais, estação meteorológica, “laboratório” para separação de amostras e suporte a pesquisadores, píer e torre de observação.
- Verificação da necessidade de aporte de água para manutenção dos trechos de espelho d’água.
- “A Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) é uma região que possui características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional, preferencialmente declarada - pela União, Estados e Municípios - quando tiver extensão inferior a cinco mil hectares. Fazem parte da categoria III da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), "conservação das características naturais".
- As ARIE têm pouca ou nenhuma ocupação humana, constituída por terras públicas ou privadas. Sua finalidade é a manutenção dos ecossistemas naturais de importância regional ou local. Seu uso deve regular, a cada caso, atividades que possam pôr em risco a conservação dos ecossistemas, a proteção especial das espécies endêmicas ou raras, ou a harmonia da paisagem.”


Ramon Lamar de Oliveira Junior

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Lagoa Paulino: como resolver seus problemas ambientais e de qualidade da água.


Para resolver em definitivo os problemas da Lagoa Paulino precisamos:

1) Esvaziar totalmente a lagoa para que se possa:
- Remover o excesso de nutrientes depositados no sedimento.
- Aprofundar um pouco o leito da mesma.
- Desobstruir os minadouros que se encontram na orla oeste da lagoa (Av. Getúlio Vargas).
- Compactar o leito para impedir perda de água por infiltração após a remoção do sedimento (uso de argila).
- Construir nova comporta que permita que se troque a água do fundo da lagoa durante fortes chuvas e não a água da superfície.
- Mudar o peixamento para um que seja feito com espécies nativas, especialmente lambaris e traíras, e forma a remover as carpas que revolvem o fundo e ainda não deixam desenvolver as algas de fundo que seguram e estabilizam o sedimento.
2) Desobstrução a cada dois anos da galeria de águas pluviais do entorno da lagoa de forma a evitar a entrada de sedimentos durante fortes chuvas.
3) Troca da rede coletora de esgotos da Av. Getúlio Vargas no trecho entre R. Nestor Fóscolo e R. Monsenhor Messias onde ocorre um estreitamento da mesma (conforme informações do SAAE), evitando assim eventos que possam provocar transbordamento de matéria orgânica para a lagoa.
4) Proibição da lavação de carros na orla, pois os detergentes usados contêm fosfatos que pioram a qualidade da água por aumentarem a disponibilidade de nutrientes para proliferação de algas (eutrofização).
5) Reconstrução do talude pois a última reforma feita deixou muitas irregularidades (a construtora que ganhou a licitação desistiu da obra na metade e a prefeitura estava tocando simultaneamente a reforma da Lagoa da Boa Vista... e o tempo de chuvas não espera).
6) Revisão da dimensão da faixa de vegetação da orla da lagoa de forma a permitir um melhor trato daquilo que é plantado e um melhor controle de pragas que lá se estabeleceram (especialmente tiririca e erva-de-touro).
7) Análises periódicas da água para estarmos alertas a qualquer alteração potencialmente preocupante.

Com isso espera-se:

1) Resolver o problema da eutrofização (água verde, morte de peixes por falta de oxigenação, mau cheiro da água).
2) Ter um peixamento com espécies nativas que não provocam alterações adversas na lagoa.
3) Reestabelecer a presença de "vegetação enraizada", notadamente algas carófitas que ajudam a estabilizar o sedimento, mantendo a água limpa.
4) Prevenir novos problemas futuros.
5) Facilitar as ações de paisagismo da orla de forma a torná-lo mais limpo e de fácil manejo.

Situação das águas da Lagoa Paulino na manhã de 11 de julho de 2016. Observem os grandes blocos de algas no primeiro plano.
Ramon Lamar de Oliveira Junior

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Biologia nos desenhos animados.

A biologia, vez ou outra, é muito bem abordada nos desenhos animados voltados para a criançada e, muitas vezes, voltados também para todas as idades. Abaixo, três dos meus preferidos. Claro, sem desmerecer a turma do Níquel Náusea que são tirinhas do veterinário e biólogo Fernando Gonsales e as tirinhas Um Sábado Qualquer, do designer Carlos Ruas, que várias vezes brincam com o tema criação x evolução, tema difícil de brincar e que deve ser lido sempre com uma boa pitada de bom humor para não estragar o clima.


Bob Esponja, calça quadrada! (A partir de 1999)

Bob Esponja tem muita biologia, afinal o criador e animador é o biólogo marinho Stephen Hillenburg. A capacidade de regeneração das esponjas é bastante explorada na série, bem como o sistema nervoso não muito desenvolvido dos personagens centrais (Bob Esponja e Patrick Estrela). As mutações provocadas pela radiação na Fenda do Bikini são a melhor explicação para as coisas muito esquisitas dos habitantes e do próprio local onde vivem (o Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, foi usado para diversos testes nucleares). O Plâncton, um copépode planctônico com um olho só é o vilão e eterno perseguidor do Sr. Sirigueijo que tem a melhor receita de hamburguer de siri. As águas-vivas vivendo em colmeias são uma alusão às "Vespas do Mar", águas vivas da espécie Chironex fleckeri, extremamente peçonhentas e comuns no litoral Australiano. O Gary, "animal de estimação" do Bob Esponja é um caramujo com os olhos na extremidade dos tentáculos, característica de muitos desses gastrópodes. O hábito do Patrick Estrela de viver sob pedras é realmente o de algumas estrelas do mar que vivem sob pedras mais soltas. O Lula Molusco e a Cindy (esquilo texano que vive sob o mar respirando com o auxílio de um tipo de escafandro) completam o elenco principal, sendo que o Lula Molusco, coitado, sempre acaba se dando mal com as peripécias dos seus vizinhos, não raro sendo vítima de alguma explosão nuclear.



Vida de Inseto (1998)

"Gente" demais nesse filme. As formigas e a organização do seu formigueiro, sendo que o nome da Princesa "Atta" é o gênero da formiga saúva. A iluminação dos túneis do formigueiro feita por fungos bioluminescentes. Bacana a cidade grande com seu buteco de moscas (às moscas, como convém a um bom buteco copo-sujo) onde os insetos de circo afogam as mágoas após terem destruído seu número e são "descobertos" como grandes guerreiros. A pulga, os vagalumes holofotes, a borboleta que imita os olhos de um predador em suas asas (bem no estilo "O caso da borboleta Atíria"), o louva-a-Deus, o escaravelho, o bicho-pau, a lagarta que come desesperadamente para no final se metamorfosear em borboleta gorda, a joaninha que era um joaninho e os maravilhosos "Deita e Rola", uma dupla de gêmeos de tatuzinho-de-jardim. Sem contar os gafanhotos malvados e o pássaro predador... e até mesmo os voos em "paraquedas" de dente-de-leão. Vida de Inseto é basicamente a história de uma formiga bem-intencionada mas muito atrapalhada que tenta salvar todo o formigueiro de seus problemas que vão desde a cata de alimentos até o enfrentamento de perigosos gafanhotos.



FormiguinhaZ (1998)

1998 foi mesmo o ano das formigas. Neste outro filme a ação é mais centrada na disputa de poder no formigueiro. "Z-4195", personagem principal, é uma formiga com vários problemas existenciais. Não foi por outro motivo que no original a voz é do Woody Allen, não só a voz, mas os questionamentos, o estado depressivo e as expressões do rosto encaixam como uma luva. Apaixonado pela Princesa Bala (as formigas-bala são conhecidas no Brasil como tocandiras). Z acaba se envolvendo numa guerra com cupins e volta como único sobrevivente e vencedor da guerra (sendo que na verdade só se salvou por puro acaso), o que desperta a ira do noivo da Princesa Bala, General Mandíbula, cujo único interesse é casar-se com a princesa, eliminar todo o formigueiro e criar uma nova "colônia" de formigas melhores. A cena anterior à guerra, de Z e seu amigo Weaver no bar, onde Weaver bebe da seiva que sai do ânus de pulgões é  uma ótima tirada biológica, com Z se recusando a beber do ânus de outro animal. A fuga/rapto da princesa, a procura pela lendária Insetopia, a perseguição feita por um garoto com lupa (tentando queimar as formigas com a luz do Sol), o aprisionamento na tensão superficial de uma gota d'água funcionam como um thriller de aventura.  O filme traz também muitas abordagens a respeito da vida em sociedade, da luta pelo poder, do trabalho opressivo a que muitos operários são sujeitos, do papel do indivíduo na sociedade e por aí afora, temáticas não muito infantis.


Ramon Lamar de Oliveira Junior

terça-feira, 5 de julho de 2016

A árvore é um equipamento vivo!!!

A árvore plantada numa rua ou praça é muito mais do que apenas um objeto colocado ali pela simples obrigação de se colocar. A árvore é um equipamento vivo, um insumo importante para a realização de várias atividades relacionadas à melhoria da qualidade de vida de todos. O único equipamento que aumenta de valor com o passar do tempo pois passa a agregar também outras funções (histórica, cultural e referencial).
A figura abaixo foi montada a partir de todas as funções relatadas para as árvores no levantamento de bibliografia do TCC do meu aluno Filipe Giovani (Engenharia Ambiental e Sanitária - Faculdades Santo Agostinho - Sete Lagoas). O trabalho é sobre a valoração monetária (atribuir valor monetário) das árvores urbanas e, evidentemente, a valoração começa com a valorização (entender a importância) desses seres únicos.


Embasados nesse entendimento, temos proposto alterações no paisagismo da nossa cidade para que o mesmo possa ser dotado de significado mais amplo.

Ramon Lamar de Oliveira Junior