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domingo, 26 de outubro de 2014

RESULTADOS DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES - SETE LAGOAS - MINAS GERAIS - BRASIL

RESULTADOS DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Resultados oficiais liberados pelo TSE.

SETE LAGOAS (100%)
 13 - Dilma: 58.317 (47,59%)
 45 - Aécio: 64.222 (52,41%)
 Brancos: 2.830 (2,15%)
 Nulos: 6.120 (4,65%)

MINAS GERAIS (100%)
 13 - Dilma: 5.979.422 (52,41%)
 45 - Aécio: 5.428.821 (47,59%)
 Brancos: 176.025 (1,47%)
 Nulos: 427.782 (3,56%)

BRASIL (100%)
 13 - Dilma: 54.501.118 (51,64%)
 45 - Aécio: 51.041.155 (48,36%)
 Brancos: 1.921.819 (1,71%)
 Nulos: 5.219.787 (4,63%)




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PARA FICAR COMO REGISTRO DO FIM DE TARDE DE 15 DE OUTUBRO DE 2014

Fumaça sobre a cidade, fumaça sobre a Serra de Santa Helena (Sete Lagoas, MG), fumaça em qualquer ponto do horizonte. O material particulado está muito baixo na atmosfera, fato preocupante. Imagino como estão as ocorrências respiratórias pela cidade afora. E parece que é geral em várias cidades vizinhas...

(Não é nuvem de chuva... é material particulado no ar.)
(Não é nuvem de chuva... é material particulado no ar.)
Os pontos na imagem do Sol são manchas solares que consegui capturar pela primeira vez (em várias fotos) e confirmar no software Stellarium (estranhamente o software não mostra a mancha de cima, mas elas aparecem em várias fotos).
Fotos: Ramon Lamar de Oliveira Junior

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Desmate, queimadas e poluição na Amazônia reduzem chuvas no centro-sul do Brasil

Reproduzo aqui, matéria publicada em www.ultimosegundo.ig.com.br (link completo AQUI). Partes em destaque ao meu critério. O objetivo é manter esse dado em arquivo para que outras pessoas possam consultar no futuro, facilitando o entendimento dessa hipótese que, ao meu ver, é bastante provável e de consequências extremamente graves.

Vento úmido que sai da floresta amazônica deveria provocar chuvas no centro-sul, mas ao dar carona à fuligem impede a formação das gotas para a precipitação das nuvens.
A seca registrada este ano no centro-sul do Brasil pode estar intimamente relacionada com a degradação ambiental na floresta amazônica. Estudos indicam que a poluição em Manaus e as queimadas e desmatamentos na mata não afetam apenas as chuvas na região, cujo ciclo já foi comprometido.
O primeiro alerta foi publicado na revista Nature em 2012 pela Universidade de Leeds, na Inglaterra. De acordo com o estudo, mais de 600 mil quilômetros quadrados de floresta foram perdidos desde a década de 1970, e a tendência atual prevê perda de até 40% da floresta até 2050, quando as chuvas poderiam acabar reduzidas em 21% no período de seca.
Além de fornecer água para a produção de energia hidrelétrica no Brasil, a floresta amazônica também funciona como um sumidouro de carbono, função que poderia acabar comprometida pela diminuição das chuvas e aumento das temperaturas. Mas não é só isso. “Nosso estudo sugere que o desmatamento poderia ter consequências catastróficas para as pessoas que vivem a milhares de quilômetros de distância", escreveu Dominick Spracklen, um dos autores da pesquisa. “A floresta mantém chuvas sobre as regiões agrícolas importantes do sul do Brasil, que podem acabar comprometidas.”
Manaus: No inicio deste ano, uma campanha científica formada por pesquisadores brasileiros e norte-americanos, batizada de Green Ocean Amazon (GOAmazon), começou a testar a hipótese publicada na revista Science de que a poluição produzida na cidade de Manaus, capital do Amazonas, está afetando o processo de formação de chuva na floresta.
Membro do GOAmazon e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Luiz Augusto Toledo Machado explica que o aumento de material particulado (como fuligem) na atmosfera reduziria o tamanho das gotas nas nuvens, retardando ou abortando o processo de precipitação. “Em março, nossa aeronave sobrevoou essa região poluída e pudemos detectar a quantidade de material particulado que havia. De uma forma geral, essa poluição tem o potencial para reduzir a quantidade de chuva.”
Rodeada por 2 mil quilômetros de mata, Manaus já concentra dois milhões de habitantes, que fazem uso de 750 mil veículos, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Em 2001, esse número não passava de 147 mil. “Os sete Estados da região possuem 260 termoelétricas em funcionamento, emitindo seis milhões de toneladas de CO2 na atmosfera”, contabiliza a bióloga Silvia Regina Gobbo. “Esse número se soma a outros 770 milhões de toneladas de CO2 emitidos pelos desmatamentos e queimadas.”
Com a redução das precipitações, parte dos incêndios não seria contida, alimentando esse ciclo, uma vez que mais fuligem chegaria às nuvens. O problema se intensifica pelo fato de essas partículas acabarem dispersas para o centro-sul do País, o que também pode comprometer o ciclo de chuvas nessas regiões.
Machado explica a existência de um fenômeno chamado Jato de Baixos Níveis, um duto de vento que transporta a umidade da Amazônia para o centro-sul do Brasil, provocando chuvas. De acordo com ele, esses ventos viajariam cada vez mais carregados com as partículas de poluição – especialmente das queimadas – comprometendo as precipitações na região.

A análise dessa possibilidade faz parte de uma pesquisa que vai integrar a tese de doutorado de Gláuber Camponogara no Instituto de Astronomia da USP. Os resultados dos três métodos estatísticos utilizados por ele demonstram que grandes concentrações de aerossól (partículas poluentes) transportadas por esse jato de vento tendem a diminuir as precipitações no centro-sul. "Em geral é assim, mas essa não é a única razão", afirma o estudioso. "É preciso levar em conta as condições atmosféricas de umidade, temperatura e vento, o que pode aumentar ou não a influência do aerossol sobre as chuvas."
Para a bióloga, as secas consecutivas nas passagens dos anos 2012 para 2013 e 2013 para 2014 – cujas consequências afetam os reservatórios de água – são um sinal dessa mudança no regime hídrico. “Se for, teremos secas cada vez mais frequentes, só amenizadas quando for ano de El Niño.” Camponogara não descarta que os aerossóis de queima da floresta possam afetar as chuvas em São Paulo. “É uma possibilidade que só pode ser comprovada por meio de mais estudos.

Outro texto científico, que aconselho para a leitura, sobre o assunto pode ser acessado em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142005000100011&script=sci_arttext. Dele destaco o pequeno trecho, bastante conhecido como início da condensação da água que forma as nuvens: "Por outro lado, partículas de fumaça podem atuar como núcleos de condensação de água formando gotas de chuva que precipitam, sendo então removidos da atmosfera, processo denominado remoção úmida."

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

INVERSÃO TÉRMICA

INVERSÃO TÉRMICA (FONTE: modificado de http://www.agracadaquimica.com.br/) 



Nos primeiros 10 quilômetros da atmosfera (troposfera), normalmente, o ar vai se resfriando à medida que nos distanciamos da superfície da Terra. Assim o ar mais próximo à superfície, que é mais quente, portanto mais leve, pode ascender, favorecendo a dispersão dos poluentes emitidos pelas fontes, conforme se verifica na figura 1.
A inversão térmica é uma condição meteorológica que ocorre quando uma camada de ar mais quente se sobrepõe a uma camada de ar de temperatura mais baixa que ela, impedindo o movimento ascendente do ar, uma vez que, o ar abaixo dessa camada esteja mais frio, portanto, mais pesado, fazendo com os poluentes se mantenham próximos da superfície, como pode ser observado na figura 2.
As inversões térmicas são um fenômeno meteorológico que ocorre durante todo o ano, sendo que, no inverno elas são mais frequentes.

Introdução
Este fenômeno climático ocorre em qualquer local, mas é principalmente observado nos grandes centros urbanos, regiões onde o nível de poluição é muito elevado. A inversão térmica ocorre quando há uma mudança abrupta de temperatura devido à interposição de uma camada de ar mais quente sobre as camadas inferiores de ar. 

Como ocorre a Inversão Térmica
A camada de ar inferior, por estar mais fria, é mais pesada, acaba não subindo e ficando numa região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar mais quente (da camada que se interpôs), por ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos poluentes.
Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano, porém é no inverno que ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas são raras, dificultando ainda mais a dispersão dos poluentes, sendo que o problema se agrava. 
Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu, uma camada de cor cinza formada pelos poluentes. Estes são resultado da queima de combustíveis fósseis derivados do petróleo (gasolina e diesel principalmente) pelos automóveis e caminhões. 

Problemas de Saúde
Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas, principalmente das crianças, provocando doenças respiratórias, cansaço entre outros problemas de saúde. Pessoas que possuem doenças como, por exemplo, bronquite e asma são as mais afetadas com esta situação.

Soluções
Soluções para estes problemas estão ligados diretamente à adoção de politicas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica poderia reduzir significativamente este problema. Campanhas públicas conscientizando as pessoas sobre a necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo transporte público (ônibus e metrô) também ajudaria a amenizar o problema. A fiscalização nas regiões onde ocorrem queimadas irregulares também contribuiria neste sentido. 

Abaixo outro esquema de inversão térmica (Fonte: Química, Ricardo Feltre, Vol. 1. 6a ed. 2004)
Observe, nos dois esquemas apresentados, que a camada de ar inferior (próxima ao solo) não é "mais fria". Ela é uma camada de ar quente (cuja temperatura vai diminuindo com a altitude) até chegar a um ponto que encontra a camada de inversão que é "mais quente", impedindo a dispersão dos poluentes. Os gráficos à esquerda mostram isso claramente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

domingo, 5 de outubro de 2014

Votação nas eleições 2014 em Sete Lagoas

RESULTADOS FINAIS 






PRESIDENTE MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: AÉCIO NEVES (SEGUNDO TURNO)
GOVERNADOR MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: FERNANDO PIMENTEL (ELEITO)
SENADOR MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: ANTÔNIO ANASTASIA (ELEITO)
DEPUTADO FEDERAL MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: LEONE MACIEL
DEPUTADO ESTADUAL MAIS VOTADO EM SETE LAGOAS: DOUGLAS MELO (ELEITO)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ALERTA SOBRE ARMAZENAMENTO DE ÁGUA

Amigos,
sei que estamos todos apreensivos com a falta de água não só na cidade, notadamente em alguns bairros, mas no país inteiro. Os paulistanos, por exemplo, estão à beira de enfrentar uma crise sem precedentes. Devido a essa apreensão, muitas pessoas têm armazenado água em casa em tambores e outros recipientes do tipo. Rogo a todos para que verifiquem a condição de armazenamento dessa água, uma vez que estamos escutando muitos relatos relativos à proliferação de mosquitos e, como sabemos, a maioria das espécies reproduz em água parada.
Vamos ter cuidado para a Dengue não voltar com força total!!!
Abraços a todos!
Ramon Lamar de Oliveira Junior